Profissional com trajetória construída na interseção entre gestão da informação, sistemas MEAL e coordenação de projetos em contextos humanitários e socioambientais. Do campo à decisão estratégica: coleta de dados, desenho de formulários, monitoramento de indicadores e entrega de relatórios para doadores internacionais.
Na OIM, conduziu pesquisas com mais de 2.287 entrevistas, desenvolveu plataformas web para gestão de abrigos com 900+ pessoas em tempo real e integrou mais de 20 fontes de dados em dashboards operacionais para 7 abrigos simultaneamente.
Atualmente Coordenador Nacional de MEAL do Networks4Conservation (N4C), um dos maiores macroprojetos globais financiados pela Iniciativa Internacional de Clima (IKI/BMUV) da Alemanha, com aporte de € 30 milhões até 2031. Lidero a inteligência e a arquitetura de dados socioambientais em 5 biomas brasileiros, integrando sistemas de monitoramento complexos entre a Cáritas Alemã, PNUD Brasil e as maiores redes de base comunitária do país (Rede Cerrado, ASA e EcoVida).
Na maioria das organizações humanitárias, o ciclo da informação é fragmentado: quem desenha formulários não analisa dados, quem analisa não constrói sistemas, quem constrói sistemas não vai a campo. Eu faço tudo isso.
Nos últimos 5 anos na resposta à crise migratória venezuelana em Roraima, coordenei 4 rodadas de pesquisa DTM da OIM/ONU em 15+ municípios com mais de 2.200 entrevistas — incluindo a DTM Mudanças Climáticas 2025, cobrindo 5 municípios em Manaus e Roraima com dados sobre ocupações espontâneas, saúde, documentação, interiorização e proteção. Desenhei formulários KoBoToolbox com lógica condicional avançada que alimentam plataformas institucionais, desenvolvi os sistemas web que controlam pernoites, refeições, registros e gestão de abrigos para a AVSI Brasil, e construí dashboards Power BI integrando 20+ fontes de dados para 7 abrigos simultaneamente. Não como analista remoto: como Oficial de Registro nos próprios abrigos que geria, incluindo o maior abrigo da América Latina e o segundo maior de Boa Vista, com capacidade para 1.100 pessoas.
Atualmente, escalo essa expertise a nível nacional na coordenação de MEAL do Networks4Conservation (N4C) — iniciativa emblamática de € 30 milhões (IKI/BMUV) co-executada pela Cáritas Alemã, PNUD e redes territoriais. Gerencio a infraestrutura e a inteligência de dados socioambientais de um projeto multibioma com horizonte até 2031. Na prática, lidero a arquitetura de bancos de dados, o desenvolvimento de plataformas digitais integradas para monitoramento em tempo real e a coordenação de fluxos de informação entre múltiplos stakeholders. Traduzo o impacto ecológico e social em dados analíticos profundos, estruturados sob rigorosa desagregação por gênero, raça/etnia e bioma.Referências Oficiais: IKI Brasil · IKI Global (EN) · Senado Federal.
Da crise humanitária à conservação ambiental, a lógica é a mesma: informação confiável, no momento certo, para quem precisa decidir.
Do campo ao servidor. Da planilha ao dashboard. Da coleta à automação. Domínio de KoboToolbox e ODK (ferramentas semelhantes para coleta de dados móvel).
Não é teoria — é experiência concreta em cada letra do framework, com evidências documentadas e impacto mensurável.
Alimentei e reportei dados em plataformas institucionais usadas por grandes organismos humanitários internacionais — garantindo que informações do campo chegassem aos tomadores de decisão em nível global.
Projetos com financiamento de
Por questões de confidencialidade dos projetos, são exibidas apenas telas de acesso — sem dados ou indicadores internos.
Tela de acesso — dados internos omitidos
Plataforma institucional da OIM utilizada para reporte de dados logísticos e operacionais da Operação Acolhida. Inseri e mantive dados de fluxos de atendimento, controle de capacidade de abrigos e indicadores operacionais que subsidiavam relatórios aos doadores.
Login de acesso institucional com e-mail OIM (@iom.int).
Interface da plataforma — dados internos omitidos
Plataforma de M&E amplamente usada por organizações humanitárias para coleta e reporte de indicadores de projeto. Utilizei para registrar progresso de atividades, metas e indicadores de projetos financiados por doadores internacionais — incluindo PRM (EUA), GAC (Canadá), ECHO (EU) e Governo do Japão.
Sistema de gestão de dados humanitários com banco relacional no-code, análise integrada e gerenciamento avançado de usuários.
Portal público R4V — dados de projetos omitidos
Indicadores de projeto — propositalmente ocultados
Plataforma de coordenação interagencial liderada por ACNUR e OIM para a resposta humanitária à crise venezuelana. Alimentei indicadores de projeto, registrei atividades e mantive dados atualizados para o Plano Regional de Resposta para Refugiados e Migrantes (RMRP), publicado anualmente para a comunidade de doadores internacionais.
A tela de indicadores é exibida borrada intencionalmente — dados de projetos financiados por doadores estão sujeitos a confidencialidade contratual.
Cada linha de código. Cada decisão de UX. Cada integração. Estes são os sistemas que a equipe de campo usa todos os dias para gerenciar operações de abrigo com centenas de pessoas.
Painel de comando completo para o abrigo Rondon 5 — um dos maiores da Operação Acolhida. Interface dark-theme enterprise com dashboard em tempo real, gestão de moradores, distribuição de unidades habitacionais, controle de limpeza e relatórios analíticos.
O sistema lê a masterlist Excel (1.662 registros), identifica os 843 ativos, e apresenta perfis familiares, faixa etária, distribuição por setor, fluxos de entrada, necessidades específicas (47 PCDs/saúde), permanência média por setor e chegadas recentes.
O problema: cada registro no KoboToolbox levava ~3 minutos de preenchimento manual. Com centenas de atendimentos diários, o gargalo era imenso. Eu resolvi com tecnologia.
Registro de Atendimento: OCR (foto) ou leitor de código de barras captura o EMG do cartão, envia ao Kobo via Firebase. Verificação de Carpa: carrega masterlist (1.650 registros), cruza EMG com grupo familiar e tenda em tempo real.
Autenticação Firebase, sync online/offline, exportação Excel. De 3 minutos para segundos.
Sistema completo para controle de pernoite em abrigos temporários. Conectado à API do KoboToolbox (sync a cada 5 min), busca por número ou nome, histórico com timestamps, análises demográficas automáticas e alertas.
Detecta automaticamente: expulsos, extraviados, limite de 3 dias e overstay Fluxo 4. 4 abas: Busca, Histórico, Análises, Config. Gráficos por sexo, faixa etária, distribuição.
1.200+ linhas de JavaScript em arquivo único
Power App desenvolvido para o Posto de Recepção e Acolhimento (PRA) do Abrigo de Transição Rondon 2, dentro da Operação Acolhida/OIM. A ferramenta centraliza o ciclo completo de atendimento ao migrante: do primeiro cadastro ao controle diário de pernoite.
Consulta inteligente: busca por Nome Completo ou CPF com retorno imediato dos registros existentes — evitando duplicações e agilizando o atendimento em campo. Ficha completa: registro de CPF, nome, nome social, data de nascimento, idade calculada automaticamente, sexo, gênero, nacionalidade, perfil e locação. Controle de pernoite integrado: registro de entrada e saída diretamente na ficha do usuário, com histórico e timestamps.
Interface construída para operação ágil em contextos de alta demanda, com suporte a criação, edição e cancelamento de registros em tempo real. Microsoft Power Apps · Operação Acolhida / OIM Brasil
Aplicativo Power Apps desenvolvido em parceria com colega de equipe para monitoramento em tempo real dos serviços prestados no PRA (Posto de Recepção e Acolhimento) e no Abrigo de Transição Rondon 2 — Operação Acolhida/OIM. Reconhecido como uma das iniciativas de inovação mais relevantes da OIM Internacional em 2025.
Permite o registro ágil de serviços (Café da Manhã, Almoço, Jantar, Fluxo 4) por unidade — pensado para funcionar em áreas remotas e com conectividade limitada, característica essencial no contexto de fronteira em Roraima. O usuário seleciona a unidade (PRA ou R2), escolhe o serviço e avança em segundos, eliminando o registro manual em papel.
Apresentado no HIP Innovation Norway 2025 como finalista entre soluções humanitárias de todo o mundo — destaque para o design centrado no usuário e operabilidade offline.
Em julho de 2024, durante a resposta emergencial à maior catástrofe climática do Rio Grande do Sul, participei da estruturação inicial das operações dos CHAs (Centros de Hospedagem e Acolhimento) em parceria com a OIM/ONU Migração. Atuei no desenho dos fluxos operacionais e metodologias de registro que orientariam a equipe nas fases seguintes da resposta.
A atuação conjunta entre setor privado, governo do estado e OIM foi essencial para garantir uma resposta rápida e digna às famílias afetadas. Minha participação foi no início da operação — estruturando processos que a equipe manteve ao longo de toda a crise.
Fonte: OIM/ONU Migração · Operação RS completa · Dados em 7 de fevereiro